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A arte que faz mal à vista [Art and Hurt]
consists of two films: a short 2'25" film and a 20' documentary.

Lisbon is changing. While a new generation of afro-descendants claim their right to the city and a new wave of Brazilians immigrate to the city, there is also a growing debate about the public monuments and symbols of Lisbon's colonial past. To much surprise, in 2017 a statue in memory of the sixteenth missionary priest António Vieira was inaugurated in a public square in the city center. The statue depicts a gesture of conversion with three indigenous children at the priest's feet.

I ended up shooting two films against the statue:

A arte que faz mal à vista I [Art and Hurt I] is a 20 minute film following from a confrontation that took place between a peaceful protest and neonazi groups in front of the recently inaugurated statue. The film gathers different people in Lisbon committed to issues of social justice, racism, and historical memory, who speak directly to the statue, embodying a film-manifesto on the future of the city. It includes Joana Gorjão Henriques, Mamadou Ba, Marta Lança, Flávio Almada, Joacine Katar Moreira, Susana de Matos Viegas, and Zahy Guajajara. The film was premiered in Lisbon at the DocLisbon International Film Festival on 28 October 2018.

A arte que faz mal à vista II [Art and Hurt II] is 2 minute film that denies any image to priest António Vieira, focusing instead on the natives' bodies. A voice over by indigenous actress Zahy Guajajara names their body parts in Tupi-Guarani, as taken from the first dictionary and grammar of the Tupi language family, "Arte da Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil" written in 1595.

Directed by Pedro Neves Marques. Produced by Catarina de Sousa and Pedro Neves Marques. Image by Lisa Persson. Sound by Nuno da Luz. Design by Nuno da Luz. Color by Rita Lamas. Sound mix by Pedro Góis. Post-Production Studio: Kino Sound Studio, Lisbon.

Profits from any sales will go to anti-racist associations in Portugal, such as SOS Racismo.





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PT:

Lisboa é uma cidade em mudança. À medida que jovens afrodescendentes assumem o seu direito à cidade e uma nova vaga de imigrantes brasileiros se mudam para a cidade, assiste-se a um intenso debate sobre os monumentos e símbolos públicos que lembram o passado colonial de Lisboa. Para muita surpresa, em 2017 foi erguida uma estátua em memória de Padre António Vieira numa praça pública no centro da cidade, representado uma cena de evangelização com três crianças indígenas de joelhos.

Acabei por filmar dois filmes contra a estátua:

A arte que faz mal à vista I [Art and Hurt I] é um filme de 20 minutos que veio no seguimento de um confronto entre um protesto pacífico e grupos neonazi frente à estátua. Partindo desse acontecimento, o filme reúne diversas personalidades envolvidas em questões de justiça social, racismo e memória histórica frente a esta estátua, dando corpo e voz a um filme-manifesto sobre o futuro da cidade. Entre estes incluem-se Joana Gorjão Henriques, Mamadou Ba, Marta Lança, Flávio Almada, Joacine Katar Moreira, Susana de Matos Viegas e Zahy Guajajara. O filme teve a sua estreia em Lisboa no DocLisboa Festival Internacional de Cinema a 28 de Outubro de 2018.

A arte que faz mal à vista II [Art and Hurt II] é um filme de 2 minutos que se recusa a dar imagem ao Padre António Vieira, focando-se antes nos corpos dos indígenas. Uma voz off pela atriz indígena Zahy Guajajara lê os nomes das partes dos seus corpos em Tupi-Guarani, como encontrado na primeira gramática e dicionário Tupi, "Arte da Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil", escrita em 1595.

Realização de Pedro Neves Marques. Produzido por Catarina de Sousa e Pedro Neves Marques. Com Imagem por Lisa Persson. Som por Nuno da Luz. Design por Nuno da Luz. Cor por Rita Lamas. Mixagem de som por Pedro Góis. Estúdio de Pós-Produção: Kino Sound Studio, Lisbon.

Lucros que advenham da venda dos filmes serão reconduzidos a associações anti-racistas em Portugal, tal como o SOS Racismo.